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Dia da Consciência Negra: confira relatos de enactors negros e suas trajetórias empreendedoras

A rede Enactus Brasil reafirma o compromisso com um futuro mais justo e inclusivo ao lado de líderes empreendedores e agentes de mudança

Na Enactus Brasil, vivemos os valores da paixão, inovação, integridade e colaboração em tudo o que fazemos. Trabalhar em rede significa reconhecer talentos individuais, potencializar oportunidades de crescimento e gerar impacto positivo e sustentável entre mais de 3.000 estudantes em cerca de 90 cidades brasileiras. Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, perguntamos a cinco enactors negros o que significa para eles trabalhar com o empreendedorismo social na rede Enactus. Confira:

Arthur Souza – Alumni-Mentor e ex-presidente na Enactus UFLA (MG)

“A Enactus é a iniciativa que eu precisava fazer parte para descobrir o PRETO forte e competente que eu sou. Ao longo da minha vida acadêmica sempre fui solitário. O único negro em uma sala de 50 alunos, o único negro na foto dos amigos na calourada e por muito tempo o único negro no time Enactus UFLA.
Entretanto, o empreendedorismo social é tão acolhedor e inspirador que o fato de ser negro nunca foi um impedimento para o meu crescimento no time.

O empreendedorismo social é plural e diverso e, juntamente com meu time, me desenvolvi, evoluí e cheguei no cargo mais alto da organização. Mas nunca quis ser o único. Acredito que precisamos de representatividade em todos os cargos de liderança na sociedade. Eu ainda estou no início e assim como o empreendedorismo social me acolheu e me trouxe oportunidades tão grandiosas para minha vida, quero ser agente de mudança para que cada vez mais pretos se inspirem e me superem, pois estamos todos juntos pela mesma causa. Pretos no topo e pretos PROTAGONISTAS.”


 

Estephany Santana – Presidente na Enactus UFPE

“Tenho muito orgulho de ser inspiração para as pessoas das comunidades que impactamos, pois olham para mim e enxergam uma mulher negra ocupando esse espaço, dando voz a tantas dores que carregamos. A representatividade é extremamente importante porque não basta ser negra no nosso país, tem que ser comprometida com as pautas de questões raciais, de classe e gênero. Através da Enactus, continuarei dando voz a tantas outras Estephanys que existem por aí.”


 

Ligia Marques – Diretora de Gestão de Pessoas na Enactus UNIFOR

“Eu entrei na Enactus em março de 2019 e, desde então, várias oportunidades surgiram, incluindo assumir um cargo de liderança. Dentro do Time fui bem acolhida, senti que sou escutada, que minhas opiniões e ações contribuem e são agentes de mudança. Esse ano, organizei a primeira Semana da Consciência Negra da Enactus UNIFOR, um evento contando com estudantes, professores e empreendedores negros, com o intuito de aumentar a voz e a visibilidade dessas pessoas, e de promover o debate sobre o racismo. Hoje, desejo que mais mulheres negras se sintam empoderadas e tenham mais oportunidades de assumir cargos de liderança.”


 

Liliane Vicente – Alumni Mentora, ex-líder de projetos na Enactus UFAL

“A Enactus me proporcionou experiências incríveis e aprendizados que vou levar comigo para a vida toda. O empreendedorismo sempre correu nas minhas veias, depois de conhecer o empreendedorismo social a minha certeza pelo que escolhi pro meu futuro só se confirmou com mais força. A Liliane de hoje é uma pessoa muito mais inovadora, transformadora que aprendeu a desenvolver soluções empreendedoras de forma rápida e prática.
Ser uma pessoa negra com poucos meios para conquistar oportunidades pode te fazer sentir insegura em diversos locais dentro do mercado de trabalho, mas aqui na Enactus isso não importa, pois sabemos o significado de sermos um só pelos mesmos objetivos, pouco importa sua cor, seu cabelo…”


 

Samantha Insaurrauld – Líder de Financeiro na Enactus UFGRS

“O empreendedorismo social foi a forma que encontrei de ajudar comunidades mais carentes e de retribuir a sorte que tive. Dentro da Enactus UFRGS aprendi muitas coisas, tive ótimas experiências e me desenvolvi muito como líder, mas ainda sim percebi que não se tinha diversidade de pessoas no time. Para mudar isso criamos o time de diversidade no qual trazemos debates sobre a temática e estudamos sobre condicionantes e estratégias para alcançar a diversidade desejada.”

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