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FORD apoia universitários envolvidos em projetos de comunidadades sustentáveis; saiba mais

O Ford Fund, braço filantrópico da Ford que apoia várias ações sociais no Brasil e no mundo, concederá US$ 5 mil para cada uma das quatro equipes de universitários selecionadas pelo projeto “Ford College Community Challenge” (Ford C3), uma parceria com a Enactus Brasil, organização que fomenta o empreendedorismo social dentro das universidades. A parceria entre as duas organizações é global e, no Brasil, existe há cinco anos.

O projeto Ford C3, que tem como tema “Construindo Comunidades Sustentáveis”, desafia os times Enactus do Brasil a utilizarem a ação empreendedora para encontrar formas inovadoras, criativas e únicas de solucionar uma necessidade específica e urgente em uma comunidade local, empoderando-a para se tornar um lugar mais sustentável para trabalhar e viver. O programa tem como principal objetivo o envolvimento dos alunos em papéis de liderança de projetos que proporcionarão não apenas o aprendizado técnico, mas também impacto social e ambiental.

“Nossa estratégia de Responsabilidade Social está baseada em dois pilares: educação e sustentabilidade. A parceria com a Enactus nos permite unir essas duas premissas em um único projeto, com impacto positivo nas comunidades e no meio ambiente”, explica Roberta Madke, gerente de Relações Corporativas da Ford América do Sul.

Para participar, os grupos precisam ter uma organização comunitária como parceira e pelo menos um dos universitários cursando uma das seguintes áreas: Administração de Empresas, Economia, Engenharia ou Design.

Na edição de 2018, foram inscritos 24 projetos, dos quais quatro foram selecionados. Eles participarão da Competição Nacional entre os times Enactus, que será realizada durante o Evento Nacional Enactus Brasil, de 18 a 20 de julho, no Centro de Eventos Ceará, em Fortaleza (CE). A equipe vencedora representará o país no Campeonato Mundial em San Jose, Califórnia (EUA), de 9 a 11 de outubro.

Projetos selecionados

Entre os trabalhos selecionados está o Projeto Amana Katu, da UFPA, de Belém (PA). O objetivo é a construção de sistemas de coleta de água da chuva para agricultura e residências urbanas e educação empresarial.  Os mini-sistemas de coleta de águas pluviais custam cerca de US$ 70 cada e foram adaptados para casas onde o espaço é limitado, permitindo que a água da chuva seja coletada, purificada, armazenada e consumida. O segundo produto desenvolvido é um inovador sistema de irrigação por gotejamento ligado a um kit híbrido de coleta de águas pluviais. Ele usa até 95% menos água do que as tecnologias convencionais de irrigação e economiza 15% mais de água comparado a outros processos de irrigação por gotejamento. A composição híbrida permite que o sistema identifique quando nenhuma água da chuva é coletada e muda automaticamente para as águas subterrâneas, garantindo o abastecimento mesmo em meses com menos chuva.

O projeto Quilombos de Barra do Turvo, da Universidade Metodista de São Paulo, trata da construção de um galpão e de um biodigestor para que a comunidade possa aumentar a produção e comercialização de açúcar mascavo, gerando aumento na renda. Atualmente, a comunidade Quilombola tem grande capacidade de produzir cana-de-açúcar, mas o produto ainda não é comercializado, sendo consumido pela própria comunidade. O projeto visa a aumentar a produção e comercialização de açúcar mascavo, gerando renda e fortalecendo a economia local. E o biodigestor permitirá que a comunidade possa gerar sua própria energia com os resíduos gastos com a produção de açúcar mascavo.

Os alunos da Universidade Estadual Vale do Acaraú, de Sobral (CE), apresenta o Projeto Sertão Sustentável, que trabalha com o desenvolvimento da comunidade em três eixos principais: alimentação saudável, com o processamento de alimentos para a produção de polpas e biscoitos; sustentabilidade, com ênfase no desenvolvimento de bioprotetores e no tratamento de reúso de solo, lixo e água; e empreendedorismo, com foco na modelagem de negócios e no conceito de finanças básicas. Algumas ações do projeto incluem a implantação de um sistema de coleta e filtragem de águas pluviais; a substituição dos pontos de queima de lixo por um sistema que coleta e embala o lixo e a construção de um sistema de irrigação por gotejamento para a produção de vegetais.

O quarto projeto é o AlphaTech, da UFABC, de Santo André (SP), cujo foco é transformar o sistema de educação pública brasileira. O objetivo é desenvolver um software orientado para a aprendizagem individualizada, que melhora o processo de alfabetização de crianças na escola primária. Esta plataforma é baseada em jogos interativos e será executada, inicialmente, em todas as escolas públicas localizadas em Santo André e São Bernardo do Campo, estabelecendo relações básicas entre as palavras e sua representação visual e auditiva.

Nos últimos dez anos, o Ford Motor Company Fund concedeu mais de US$ 2,6 milhões para universitários de todo o mundo por meio do Ford College Community Challenge. Neste ano, a parceria trará esta oportunidade aos times da Enactus no Brasil, Alemanha, Gana, Quênia, México, Marrocos, África do Sul e Reino Unido.

 

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