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Nufarm e Enactus Brasil anunciam times semifinalistas para o Prêmio Nufarm 2018; veja quem são

Em janeiro de 2017 foram abertas as inscrições para o 6º Prêmio Nufarm de Consciência e Ética no Agronegócio. No sexto ano da parceria, a Nufarm continua a investir e incentivar projetos dos Times Enactus do Brasil, os quais estiverem alinhados com a estratégia de atuação da Nufarm. O foco deste ano foi o patrocínio aos Time Enactus do Ceará que desenvolvem ou se propuseram a desenvolver projetos que tenham como finalidade a consciência e a ética na utilização correta e com segurança de agroquímicos.

Os projetos inscritos foram avaliados com base nos critérios de alinhamento e coerência, planejamento e gestão, impacto e relevância, escalabilidade e transformação e  sustentabilidade e inovação.  Cada time selecionado receberá uma bolsa investimento de R$ 2.000,00 para impulsionar a execução dos projetos.

Com o intuito de preparar os Times para o desenvolvimento dos projetos, as equipes selecionadas participarão do Team Training Conference Nufarm 2018. O evento, acontecerá nos dias 22 e 23 de Fevereiro no Hotel Mareiro, situado na Av. Beira Mar, 2380 – Meireles, Fortaleza-CE.

Obrigado a todos projetos inscritos, o trabalho de vocês é o que faz nosso mundo um lugar melhor a cada dia. E com grande orgulho apresentamos os 8 semifinalistas para o Prêmio Nufarm de Consciência e Ética no Agronegócio 2018. Confira:

  • IFCE SOBRAL

Projeto Sementes da Esperança

O projeto atua no bem-estar das famílias assistidas na comunidade de Padre Linhares, Massapê – CE, pelo consumo mais sustentável e consequentemente a geração de renda, através do cultivo de hortas comunitárias destinada inicialmente a subsistência, que está compondo parte da dieta alimentar e estimulando a agricultura sustentável, que está se tornando um potencial econômico, através das culturas produzidas.

O Time Enactus trabalha na construção de uma comunidade autossuficiente com recursos oriundos da prática agrícola, um trabalho simples, no entanto causador de impactos satisfatórios que estão ajudando as famílias a melhor se desenvolverem. Levando em consideração que a proposta é uma continuação e seguirá nova linha, com ênfase na sustentabilidade econômica, pela venda dos vegetais produzidos e também voltada para implantação de canteiros verticais com plantas medicinais e ornamentais, e como complemento as plantas frutíferas(que mais a longo prazo irão fazer parte da economia), destinando oficinas de compostagem para instruir na prática como produzir seu adubo natural sem a necessidade de compra, através do reaproveitamento dos resíduos orgânicos em escala comunitária, que continuarão sendo gerados e assim criando um sistema de implantação de coleta seletiva.

Serão produzidas feiras e compras sob encomendas de acordo com a demanda gerada pela região, para a venda dos excedentes produzidos nas hortas, no qual os próprios integrantes do projeto executarão o processo de venda. Seguiremos promovendo oficinas e capacitações de planejamento financeiro e técnicas de vendas, mostrando-os como eles (as) poderão obter lucros e acréscimos na renda mensal familiar.

  • UFCA

Projeto Bio+

Em contraste com a rotina de grandes cidades, temos comunidades rurais em situação de alta vulnerabilidade social que dependem da produção agrícola de subsistência e programas sociais do governo para a complementação da renda, gerando um panorama delicado, que é agravado quando se debate a má distribuição ou escassez de água (NETO, 2010).

Com isso, o projeto Bio+ consiste no desenvolvimento e no acompanhamento de processos sustentáveis para a produção agrícola-familiar, aliando o conceito de metodologia permacultural de Bill Mollison e David Holmgreen e utilizando tecnologias sociais com a finalidade de obter melhoria na qualidade de vida das comunidades rurais assistidas. Todos os conceitos são adaptados para a realidade e para o público da região em que é desenvolvido, em busca de uma conjuntura em que a comunidade rural possa se empoderar econômica e socialmente com um modelo de gestão em que a participação comunitária seja o ponto principal para a garantia da sustentabilidade (JACINTHO, 2006).

No projeto, têm-se como tecnologia principal o Biodigestor Rural, uma estrutura em alvenaria que promove a reutilização de água e do esterco animal para a produção de biofertilizante, de adubo orgânico e de biogás que são inseridos na produção das hortaliças e o biogás reaproveitado como gás de cozinha convencional. Além do filtro de areia doméstico para a reutilização da água de pias e chuveiros, do irrigas (sensor de umidade desenvolvido pela EMBRAPA) para garantir a economia de água na horta e do minhocário doméstico com o reaproveitamento de restos alimentares.

  • UVA SOBRAL

Projeto SerTão  Sustentável

O projeto SerTão Sustentável tem por objetivo, desde seu início em maio de 2017, cooperar no desenvolvimento de todas as faixas etárias da comunidade, promovendo ações delineadas nas boas práticas de produção de alimentos, uso correto e seguro de defensivos agrícolas, manejo correto do solo, consumo alimentar consciente, empreendedorismo social, empoderamento comunitário, inclusão social, desenvolvimento econômico, desenvolvimento tecnológico, preservação ambiental e atividades de lazer, suscitando assim, agentes locais de mudança que serão multiplicadores sociais do desenvolvimento sustentável.

Com o intuito de coadjuvar as 60 famílias da comunidade a despertarem seu espírito empreendedor, foram aplicadas 12 capacitações. Após verificar que o lixo da comunidade se acumulava nas ruas ou era destinado a pontos de queimada de resíduos, implantou-se um sistema econômico de acondicionamento de lixo, chamado de “Cercadinho” que é composto por madeira e tela, comportando mais de 1600 kg de lixo.

O time criou também a “Bodega Sustentável”, uma barraca itinerante que comercializa produtos confeccionados a partir dos alimentos que antes seriam desperdiçados. Estes artigos agora são vendidos em feiras de agroecologia, formando uma rede de clientes em Sobral e região.

O time desenvolveu também uma tecnologia com embasamento vindo da EMBRAPA que dispensa o uso de eletricidade na irrigação. O “IrrigaSol”, como foi chamado, possibilita que a água seja transportada até as plantas usando como força motriz apenas a luz solar. Vale ressaltar também o mais novo empreendimento, a cooperativa “Polpas União”, almejando a união das associações através da criação de uma mini fábrica de polpas.

  • IFCE MARACANAÚ

Projeto Hortus

O projeto Hortus tem como finalidade desenvolver ações sustentáveis e promover a educação ambiental na EEIEF Maria Guiomar Bastos, localizada no município de Pacatuba-CE, tendo como público alvo estudantes de 5 a 15 anos e os pais, que tem entre 40 a 60 anos.

O projeto será interdisciplinar, onde serão abordados hábitos sustentáveis e ecológicos, práticas de nutrição e alimentação saudáveis, além de uma intervenção empreendedora. Esses conteúdos serão tratados de forma prática e adequados a cada faixa etária, com o intuito de melhorar e facilitar a aprendizagem dentro da escola. O projeto surgiu através da busca por soluções de problemas enfrentados em muitas escolas públicas, como o desperdício de recursos, a má alimentação, o desestímulo dos alunos quanto ao estudo, etc. Foi observado a oportunidade de aplicar técnicas de educação ambiental para a comunidade escolar, redução de custos através de oficinas que visem uma melhor utilização dos resíduos e a obtenção de lucros através de uma participação efetiva dos pais nas atividades do projeto.

O principal objetivo é trazer melhorias quanto a educação ambiental, promovendo a saúde e a qualidade de vida não somente aos alunos e professores mas também aos familiares, a fim de formar microempreendedores. Para isso, serão abordadas nas capacitações questões relacionadas a agricultura familiar, empreendedorismo na produção agrícola, uso e descarte correto dos defensivos agrícolas, reduzindo assim os riscos à saúde ocasionados por seu mau uso; e a utilização dos resíduos orgânicos da merenda escolar para a produção de fertilizantes por meio de compostagem.

  • UFCA CRATO

Projeto Hidrolife

O projeto Hidrolife consiste na criação de sistemas hidropônicos para o cultivo de forragem animal para alimentação de caprinos, aves e ovinos; e hortaliças para alimentação e comercialização, utilizando como base nutritiva da forragem e da produção de mudas de hortaliças. Visando os fatores sociais, econômicos e sustentável de comunidades carentes das cidades de Crato e Juazeiro do Norte, estado do Ceará.

O intuito de criar um espaço que vai muito além de cultivar alimentos saudáveis e de baixo custo, busca também desenvolver em cada produtor o espírito de cooperatividade e de empreendedorismo. Serão desenvolvidas Palestras, capacitações e oficinas, nas comunidades para a transmissão de conhecimento e para que os produtores possam instalar sistemas hidropônicos de baixo custo produzidos com materiais do próprio local e reciclados, diminuindo o uso de água, acompanhar sua produção da semente a colheita e produzir biofertilizantes e biodefensivos para manter a qualidade dos elementos, evitando o uso inadequado de defensivos químicos.

Espera-se que o projeto proporcione uma melhor qualidade nos alimentos, melhor qualidade de vida dos participantes e geração de renda para as famílias. Além de envolver etapas de construção de hortas comunitárias e uso extrativista da vegetação nativa, e beneficiamento do coco babaçu e da moringa, arvores abundantes nas proximidades da comunidade, ambas poderão servir para a produção e enriquecimento da ração animal e da alimentação humana.

  • IFCE QUIXADÁ

Projeto Minhorta

A proposta do projeto de extensão elaborado pelo time Enactus IFCE Quixadá está pautado no uso de composteira de decomposição biológica da matéria orgânica, que será alimentada pela sobra dos resíduos orgânicos das três refeições oferecidas pela escola. Todo o material produzido pela composteira será encaminhado para a arborização da escola e a criação de uma horta orgânica que posteriormente também irá receber plantas medicinais.

O projeto busca o empoderamento intelectual, econômico e sustentável da escola como um todo, integrando nas atividades os alunos, professores, direção, merendeiras, faxineiros, pais e a comunidade através de palestras, gincanas educativas, visita ao campus da universidade e participação na criação da composteira, plantação e colheita da hortaliças produzidas.A produção de alimentos na escola substituirá os produtos anteriormente comprados gerando lucro da através da economia, lucro esse que será destinado a melhoria das dependências da escola.

Ao final do projeto será realizada o “Nossa Roça”, uma feira escolar onde será incentivado o espírito empreendedor dos alunos através da venda de plantas medicinais, legumes orgânicos e adubo, além de apresentações feitas pelos próprios alunos com o auxílio do time Enactus IFCE Quixadá.

  • FACULDADE VALE DO SALGADO

Botão Verde

Em um contexto onde há quatro anos contemplamos uma seca e em uma comunidade simples na zona rural da cidade de Icó no Ceará, o projeto Botão Verde exprime o desejo de elevar a economia da comunidade de agricultores do conjunto Gama, participantes da Associação Comunitária e de dez famílias individualmente, através do cultivo de hortaliças deforma sustentável e orgânica. Com a citada seca, os agricultores, não têm obtido êxito nos seus cultivos, porém a nossa proposta é investir no cultivo de hortaliças do tipo herbáceas e condimentares para uma horta doméstica do tipo convencional, e uma horta comunitária do tipo mandala.

Com isso, os produtores poderão alcançar uma renda extra para suas famílias e para a comunidade, e ainda economizar espaço pelo tipo de horta utilizada. Almeja-se obter com esse projeto a melhoria na qualidade de vida da comunidade e com isso, oferecer empoderamento financeiro às dez famílias que serão acompanhadas pelo time. Espera-se também, oferecer conhecimento técnico para os demais agricultores da associação, de forma que os mesmos montem a sua própria horta e consigam também, uma renda extra.

  • UFC

Projeto Maní

O projeto pretende otimizar o processo produtivo em casas de farinha por meio da implantação de um maquinário, que não utiliza energia elétrica, que auxilie na etapa de descascamento da mandioca, realizado de forma manual até então. Além disso, o projeto tem como finalidade e reaproveitamento do resíduo gerado na etapa de prensagem em uma casa de farinha: a manipueira. Esse resíduo pode provocar tanto a poluição de solos quanto da água, no entanto, com o manejo correto, a manipueira pode se tornar um excelente fertilizante e defensivo agrícola natural, além de originar subprodutos como vinagre e sabão. Além disso, haverá capacitações sobre boas práticas na agricultura, sobre práticas de alimentação saudável e sobre finanças e negócios. Dessa forma, o Projeto Maní pretende diminuir a utilização de fertilizantes e defensivos agrícolas químicos, produzindo alimentos cada vez mais saudáveis e colaborando com a preservação dos solos e da água, por meio do reaproveitamento da manipueira, diminuindo, assim, os riscos de poluição dos solos e da água.

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